O coaching tem se disseminado cada vez mais, ganhando popularidade por estar centrado na obtenção de resultados bem definidos a partir do autoconhecimento, equilíbrio do ser humano e conhecimento. Então o resultado vem como uma consequência da libertação das amarras que o próprio ser humano coloca passando a se enxergar e agir não mais como vítima, mas como protagonista de sua história.

Consolidar um objetivo e agir para que ele seja realizado é assumir o compromisso de pagar um preço para que isso seja possível. Não existe sonho de graça e o preço a ser pago é sair da zona de conforto construído com desculpas para não fazer o que sabia que devia fazer. Sair da zona de conforto significa agir em direção aos seus objetivos, mudar de comportamento, ter disciplina, estar disposto a se reinventar.

No âmbito da educação isso não é diferente, uma vez que são pessoas que compõem todo o ambiente escolar: corpo docente, corpo discente, familiares/responsáveis, etc. É importante que se compreenda mais sobre os jovens que respiram e aprendem nesse espaço e como, a partir disso, pautar ações como professores, como família para que esse estudante possa evoluir em todas as suas esferas, refletindo positivamente na escola. 

É notório que qualquer declaração que uma pessoa repita muitas vezes com o objetivo de impressionar os outros resulta por impressionar a si próprio, seja a mesma verdadeira ou não. E essa afirmação realizada constantemente na fase de desenvolvimento da criança pode trazer resultados benéficos e também prejudiciais transbordando quando o mesmo estiver na adolescência, podendo se estender para a fase adulta, o que chamamos de crenças limitantes. 

As crenças limitantes são instauradas principalmente na infância, período em que a criança tem uma capacidade absurda de absorver como esponja tudo o que está ao seu redor. Crianças são capazes de observar como um humano trata o outro e de aprender com isso, o que acelera enormemente o seu aprendizado sobre o mundo. 

Crianças com autoestima elevada tendem a arriscar mais coisas novas. Elas podem estar erradas ou falhar, mas com autoestima são fortes o bastante para passar por isso. É importante que as crianças se frustrem para que se esforcem para conseguir algo que não é tão fácil. Se tudo é fácil demais, a criança não cresce e se tudo é difícil demais e a deixa frustrada não é bom. Se a vida da criança é de abuso, experiências assustadoras, ameaças e desnutrição tudo isso põe em perigo o desenvolvimento do cérebro. Encerram-se suas expectativas, sua alegria de viver, sua tendência a querer viver a próxima experiência. 

A única forma de a criança atingir seu potencial é por meio da experiência e ter uma equipe muito segura e estável amorosa de cuidadores faz toda a diferença. O Amor é o pano de fundo necessário para a construção de todo o aprendizado. O jeito da criação tem mais influência que a genética.

Criar um ambiente favorável ao desenvolvimento da criança é também prover para que as necessidades da criança sejam atendidas: alimentação, nutrição, saúde (saneamento básico).  

Quanto à escola, não é a preparação para a vida e sim a própria vida. É no período escolar que as relações sociais são aprofundadas, consolidadas e os valores ganham corpo porque lá vão colocar a prova o que aprenderam com sua família.

Os jovens cujas famílias não fomentam o diálogo vão conversar em forma de desabafo com pessoas de sua faixa etária que passam pelas mesmas dificuldades, ou no pior dos casos, prefere guardar consigo aquilo que as angustia e encontra na bebida, nas drogas, na violência sua forma de extravasar.

Diante desse caso, seguem algumas dicas de coaching para que professores e familiares possam ajudar o jovem em seu caminho de desenvolvimento:

  1. Ouça-o em sua essência, colocando-se no lugar dele e buscando compreendê-lo.
  2. Não julgá-lo (nem verbalmente e nem mentalmente).
  3. Não reclamar das circunstâncias – foco na solução, faça o melhor com o que você tem no momento.
  4. Não buscar culpados – honre e respeite a história do estudante e da família dele.
  5. Não se fazer de vítima – que ele viva como um vencedor, aja como um vencedor, fale como um vencedor, seja o protagonista de sua história.
  6. Perguntas poderosas tanto para “eu” professor quanto para o estudante como para a família: “Como você pode melhorar essa ação para alcançar melhores resultados?”; “Quais ações você poderia ter agora para acelerar essa conquista?”; “Qual o resultado positivo e negativo dessa decisão?”; “Suas ações estão influenciando positivamente o meio que você vive?”; “O que lhe impediu até o momento?”; “Quem você precisa se tornar para atingir sua meta?”;” Qual o poder da gentileza em sua vida?”; “Que lições você tirou dessa situação e como as aplicará na sua vida daqui pra frente?”;O que te mostrará que está no caminho certo?”

Nataly Silva

Site fonte da imagem: Designed by Freepik